quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Oração entre um amigo e um garçom...

→ Imagine-se jantando com alguém que você aprecia grandemente e tem grande expectativa em ficar a sós. Você o convida para um restaurante com uma atmosfera agradável e que favorece a privacidade.

As luzes são cuidadosamente arrumadas para que a atenção esteja na conversa, como se ninguém mais estivesse no mesmo restaurante. O garçom se aproxima para tomar nota do pedido, para trazer os pratos e servir um pouco mais de vinho.

A conversa é envolvente com momentos de intenso falar e outros de completo silêncio, mas cheio de significado. Após agradecer o garçom e deixar-lhe uma gorjeta, você sai com o sentimento de que teve um momento muito especial e significativo.

A descrição é linda e pode revelar quão saudável ou doentia é nossa vida de oração.

Às vezes, a pessoa com quem conversamos, nos abrimos e confidenciamos é o nosso próprio ego, enquanto DEUS é o garçom que atua na periferia da cena.

Ele se apresenta para responder aos pedidos determinados entre nós e nós mesmos.

Ele escuta acerca das insatisfações quanto ao serviço prestado ou pode ouvir um muito obrigado no final do encontro e, quem sabe, até receber uma "gorjeta-oferta" de gratidão.

Este DEUS-garçom é um coadjuvante do evento. Quem nos absorve, influencia e orienta é nosso próprio ego.

Quem tem sido DEUS em seus momentos de oração? A pessoa com que você se relaciona e se deixa envolver? Ou o garçom que é chamado para atender a lista de pedidos discutida entre você e seu ego?

Deus Abençoe Vocês...

Imagem: get floramar / Texto: Alice

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